terça-feira, 30 de março de 2021

                                   Auto VooDoo  (reescrito)


Viver não é para covardes!

É com essa máxima de impacto que inicio a reescrita do texto “ Auto VooDoo”, de 2009.

Na época que eu escrevi esse texto, minha rotina se resumia em acordar bem cedo, levar meu irmão para o cursinho, entrar numa cafeteria com meu notebook e escrever tomando alguma coisa, geralmente leite com café.

Eu havia acabado de sair de uma crise muito grande, de algo que eu considerava uma derrota na época. Eu havia estudado muito, mas muito mesmo para um concurso, passei pelas primeiras fases, gastei tempo, dinheiro e fiz muitos planos para o cargo que desejava, contudo, as coisas não saíram como eu esperava, acabei não conseguindo classificação final.

Fiquei no meu quarto sozinho, só saia para comer e ir ao banheiro. Li um livro de 800 páginas em 5 dias, era um do Caio  Fábio, se não me engano chamado: “ Nephilim”, daí eu li “Confissões de um pastor”, depois “No divã com Deus”, e quase tudo do site do autor;  praticamente tudo que eu tinha como verdade, foi derretendo conforme lia.

Eu precisava me perdoar, no sentido mais simples e original da palavra.

Não cabia, na minha mente de 25 anos, uma empreitada: ungida pela determinação, carimbada pelo método e abastecida com toda a força que eu podia ofertar, acabar em nada, simplesmente nada.

Como eu pude fazer isso comigo mesmo? Eu confiava em mim! (risos)

O perdão é como um alvo, quanto mais ao centro, mais difícil atingir. Ninguém fica mais ao centro do alvo da vida do que você mesmo, e isso acaba fazendo com que perdoar a si mesmo seja muito mais difícil do que perdoar aos outros.

E a questão é que há dois perdões essenciais na vida: o primeiro é o perdão de Jesus, sem o qual não há esperança, nem caminho algum a prosseguir, o segundo é o perdão de si mesmo.

Tudo bem, mas, como conquistar o perdão?

Bom, se você acha que não merece perdão, está coberto de razão. Desculpa, a franca dureza; é assim com todo mundo, não há quem faça por onde e tenha como direito ser perdoado.

Perdão sempre é imerecido, até pelo fato de que: se houve compensação não foi perdão, foi troca ou indenização. Não é perdão se não houve o exercício doído de abrir mão, de se sentir ferido, e, em face da dor, externar o favor do perdão, tendo como alvo a quem não o merece.

O perdão liberta, alivia e faz com que a vida assuma novas possibilidades, o sono fica melhor, o coração bate com vigor.

Jesus, o messias, o filho de DEUS, a nossa rocha em quem não há tropeço, decidiu te perdoar, a vista desse fato: quem somos nós para não ofertarmos o perdão, seja aos outros ou a nós mesmos?

Tenha a coragem de se olhar no espelho e dizer: você está perdoado!

Repito: viver não é para covardes.  


Texto original: https://piseinoblog.blogspot.com/2009/06/auto-voo-doo.html

quarta-feira, 10 de março de 2021

Conspiração Carroça

 

Hoje eu reescrevo um texto pesado.

 

Não vou contribuir com a carga do cotidiano!

Que é sentido por todos nós; falo de como a vida pode ser pesada; e se não tomarmos cuidado, aumentamos ainda mais nosso fardo.

 

Um exemplo simples é o de que: num passado próximo as crianças brincavam na rua, as pessoas caminhavam por onde queriam, podiam dar abraços, respirar livremente. Essa liberdade agora é saudade.

 

Quem não sofre com a pandemia?!

 

Fora esse peso mundial, existem: os boletos não pagos, desemprego, conflitos variados ( casamento, filhos, trabalho...).

 

As pessoas carregam um olhar cansado. Não é difícil chegar nesse estágio- cansaço crônico- alma presa. Momentos em que respirar é um esforço, o ar em volta da gente fica denso, parecendo uma névoa de ansiedade.

 

Seja qual for seu caso, há uma solução!

 

Não prometo uma vida leve, livre e solta- isso não existe. É possível sim, uma vida menos pesada, cheia de significado, propósito e ânimo.

Yeshua, nosso Jesus, nos dá a oportunidade de fazer uma troca: nossos fardos pela leveza.

 

O convite é feito aos cansados, oprimidos,  tristes e depressivos.

Funciona assim, a gente entrega a nossa carga e Jesus nos dá a carga dele em troca, que é leve e suave; mais fácil de carregar.

 

Perceba que a carga continua existindo, o problema até pode continuar, a diferença é que agora a preocupação excessiva não mais faz sentido, pois confiamos que ele pode nos ajudar.

 

Aceite essa parceria eterna, com um abraço acolhedor, dado por Deus, respire aliviado e continue no seu caminho, carregando uma mochila em vez de uma carroça.

 

Fé que tudo está sob o controle de Deus.

 

Qual o seu peso? Comente.


Texto base: https://piseinoblog.blogspot.com/2009/06/conspiracao-carroca.html

domingo, 7 de março de 2021

 Farinha de fritura

O texto a que me refiro hoje, e em que certa medida o reescrevo, continua sendo muito importante pra mim !

Apesar de mal escrito e cheio de ideias pouco buriladas e desenvolvidas, o cerne do texto é de uma importância muito grande.

É inegável que as pessoas absorvem, influenciam e são influenciadas pelas suas vivências, leituras, convivências; sem falar nas mídias sociais que consome. Não é de hoje que o ser humano é construído pelo seu derredor, ao passo que muda, vai e volta nas suas visões de mundo. Normal.

O perigo é que somos tão entulhados e violentados por tanta informação, que fica, por vezes, quase impossível separar nossa essência em meio ao caldo midiático em que se é fervido.

Quantas vidas são levadas adiante movidas por objetivos alheios, cobradas de sonhos os quais nunca sonharam, com projetos que sequer fazem sentido. Semelhante ao que o Antoine de Saint-Exupéry tão bem descreve nos arquétipos da obra: O pequeno príncipe.

Gente que se resume às postagens de um Instagram, seja numa academia ou na churrascaria, ou que se resumem ao cargo que ocupam. Comparações não faltam!

É preciso saber viver, e pra isso é necessário conhecer a si mesmo. Frase que parece coisa de autoajuda, e que é relegada à aventuras em locais exóticos ou entregas hedonistas,  nada contra o turismo ou o prazer, entretanto,  conhecer a si mesmo só pode ser feito de um modo: I) saiba o que você não é – identifique as negativas do seu ser e não traia essas verdades, não siga uma profissão que odeia, não case com alguém que não ama, não tenha animais se não gosta de animais...II) identifique o que é importante de fato na sua vida - não negocie com esses valores, não troque família por amigos, não troque sua honra por dinheiro fácil, não aceite dizerem menos do que você é, não deixe de perseguir seus objetivos, III) descubra quem você não sabia que era – é fácil ficar preso em noções autopromovidas, nossos defeitos costumam ser suavizados por nosso juízo próprio, pergunte e receba críticas, só assim será possível ter contato com facetas de sua personalidade que são ignoradas.

Agora, nada adianta disso tudo, se, ao final não houver uma esperança de eternidade na sua vida e na sua personalidade.

Isso pode soar leviano, mas, não adianta conhecer tudo de si mesmo e ao final morrer de depressão ao chegar à conclusão que você é antes de tudo mortal!

Tudo perde o sentido, sem a eternidade como janela da vida.

Mais uma vez, eu insisto, entregue sua vida à Deus, aceite o sacrifício de Jesus por você e descanse na perspectiva da eternidade, sabendo quem você é hoje e tudo que será no tempo infinito.

Quando sabemos qual o final da estória, ficamos tranquilos, mesmo com as narrativas dos perigos e perrengues.

Assim é a vida com Deus, passamos por muitos problemas, mas, ao final, temos a certeza de que tudo acaba bem.


Texto de 2009 - https://piseinoblog.blogspot.com/2009/06/farinha-de-fritura.html

sexta-feira, 5 de março de 2021

 

Para começo de conversa: o pisei no blog se destina aos assuntos ligados aos desafios da vida de quem anda com Deus. Caminhar na luz é cada dia mais desafiador, em especial nos tempos de densas trevas atuais.

O objetivo é fazer uma atualização das postagens antigas; os saudosistas não se preocupem, as originais seguirão com seu conteúdo original, aliás, com link quando for o caso de repost.

 

 O pisei no blog foi e é um instrumento de Deus na minha vida, iniciado em 2009, e com postagem até 2013 é possível, pera leitura das postagens, verificar como mudei e o quanto a vida assume novas perspectivas conforme se desenvolve.

Em 2009 eu era recém formado, solteiro, sem filhos e as verdades em que eu cria até aquele momento foram buriladas, algumas alteradas, outras deletadas e diversas foram as aquisições de novas óticas. Impossível que eu rescrevesse e mantivesse a exata e estanque via de reconhecer os fatos como o fazia.

 Dizia eu, nos idos de 2009, que o pisei no blog: “deve ser exatamente como o dia em que você pisou num monte de merda, ficou sem graça, tentou limpar, sacudiu e fez de tudo pra se ver livre do excremento, que ora incomodava, tentando se sentir menos sujo, lutando contra sí mesmo.”

Provavelmente eu não me expressaria mais assim, a despeito de o objetivo dos textos seja causar a autorreflexão, não há mais o porquê de tentar chocar os leitores com uma forma de escrita mais agressiva, não sei mais se quero estar certo ou mesmo convencer alguém, quero comunicar e na medida do possível ajudar, pelo caminho, a todos quanto puder.

 

O amor é o mesmo, a paixão mais serena na escrita, o que não muda é a verdade do evangelho!

Nada mudou no sentido de que Deus amou o mundo, e que esse amor se fez carne em Yeshua (Jesus), que por seu turno se entregou, gratuita, consciente e visceralmente por toda a humanidade. Como consequência, todos que também aceitam esse amor são salvos, não só da condenação, muito além, são salvos de muitos erros, de diversas dores, e de acreditarem nas mentiras coletivas e individuais.

 

Fica meu convite: aceite esse amor, se entregue e viva.



Referente ao post: http://piseinoblog.blogspot.com/2009/06/primeira-conversa.html

terça-feira, 12 de março de 2013

NÃO PERCA O MESSIAS DE VISTA

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Aquele que é a Palavra estava no mundo, e o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o reconheceu. Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam. Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus, João 1:10-12

Quantas vezes na sua vida você já não se questionou sobre escolhas, ou melhor, perguntou a si mesmo sobre o porquê de não ter feito certas escolhas ?

Como é impressionante o quanto deixamos escarpar pelos dedos. De tudo.

Ter estudade mais, amado mais, perdoado mais, rir mais, abraçar mais, ter orado mais…

Eu mesmo, se pudesse, claro, gostaria muito de voltar no tempo, de ter a cabeça que tenho hoje quando tinha meus 17 anos de idade. Quanta coisa eu poderia fazer diferente, quando mais sabiamente eu poderia usar meu tempo…meus dons, minha família, o evangelho…

Contudo , há um perigo maior do que o de se perder boas chances.

Falo de quando o messias vem, quando o Cristo mostra-nos a face,  o momento da revelação de Deus na nossas vidas, feita de modo único, inquestionável e sóbrio.

Não falo do dia em que você estava na igreja e que algúém pediu que você levantasse as mãos, fosse ao altar ou coisa do tipo, falo sim das solidões plenas de discussões internas, dos silêncios pra fora que são verdadeiros parlamentos pra dentro, de quando somos impelidos a encararmos a nós e Deus e uma conversa franca. Um basta eterno, um paredão entre o altíssimo e nós.

Quando o messias, (em hebraico: משיח, transl. Māšîªħ, Mashíach, Mashíyach, "O Consagrado"), é revelado e nós perdemos o trunfo da ignorância, somos apresentados à verdade massacrante de nossa condição de miseribilidade, e, ao mesmo, tempo notificados de que tudo já foi resolvido, que ele não veio para nos sentenciar, mas, tão somente para nos contar: que havia um sentença, que nós perdemos o processo, que estávamos desde sempre condenados…mas, que ele mesmo, que nos conta a notícia da condenação, é um ótimo defensor, e por um acaso, só por um acaso… é filho unigênito do reto juiz que haveria de julgar a causa. Perdoados, livres, libertos, vaciandos contra o SPC/ Serasa da morte eterna.

E a despeito disso tudo, do perdão, do encontro, da revelação,… não aceitamos a verdade que se fez carne, negamos ao messias sua messianidade, cuspimos no teto da capela sistina, incendiamos matas virgens, manchamos um pôr do sol…

A vida desvance, o tempo para , tudo vira especulação, e a espera adquire o poder do: para sempre.

O que estou tentando dizer, e julgo-me já sem sucesso, é que: sempre que DEUS revela-se a nós e não correspondemos, não cremos, não aconchegamos na alma seu ensino, sua revelação…o tempo pára para nós.

É exatamente como  o ocorrido em Israel, que recebeu a manifestação física, espaço-tempora, de Jesus, no entanto, não o recebeu de fato, não o significou como deveriam, e até hoje vivem de esperar um messias.

Isolamento, atraso, total perda do sentido da vida, é o destino que se desenha no horizonte dos que negam a messianidade daquilo que de fato veio de Deus.

Seja uma repreensão, um conselho, um destino…

Pense profundamente e veja se na sua vida, você já não recebeu a visita do enviado de Deus.

E não perca o messias de vista.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

O PÃO ETERNO

 

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22 No dia seguinte, a multidão que tinha ficado no outro lado do mar percebeu que apenas um barco estivera ali, e que Jesus não havia entrado nele com os seus discípulos, mas que eles tinham partido sozinhos. 23 Então alguns barcos de Tiberíades aproximaram-se do lugar onde o povo tinha comido o pão após o Senhor ter dado graças.24 Quando a multidão percebeu que nem Jesus nem os discípulos estavam ali, entrou nos barcos e foi para Cafarnaum em busca de Jesus. 25 Quando o encontraram do outro lado do mar, perguntaram-lhe: "Mestre, quando chegaste aqui?" 26 Jesus respondeu: "A verdade é que vocês estão me procurando, não porque viram os sinais milagrosos, mas porque comeram os pães e ficaram satisfeitos. 27 Não trabalhem pela comida que se estraga, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem dará a vocês. Deus, o Pai, nele colocou o seu selo de aprovação".

Se Jesus nos dirigisse a pergunta: Por quais motivos vocês me procuram ?

Quais respostas surgiriam ?

Dentro das barreiras de nossa falsa santidade, e em especial, munidos de nossa justiça própria, a maioria de nós responderia algo que exteriorizasse nosso compromisso com a fé. E de um certo modo, pelo menos de maneira superficial, estaríamos dizendo a verdade, contudo, quais os motivos mais profundos ? Quais as raízes de nossas intenções ?

Tristemente, seríamos guiados pela conclusão de que: nossos corações desejavam o poder, a mágica, a facilidade, o abra kadabra divino em nosso favor, buscando um DEUS que é amor, perdão, misericórdia..bla, bla, bla Jesus, cadê minha benção ?

Minha família tem experiência própria nessa área, pois durante um bom tempo nós pregávamos o evangelho e oferecíamos um jantar, singelo, muita galinhada, muita costela com mandioca..( risos) e nós assim fazíamos, pois, naquele momento, era o correto a ser feito, mas, o Senhor nos sinalizou que o tempo das “jantinhas” havia passado, que agora era época de um novo modo de se fazer as coisas, de dar mais tempo ao culto, de realizar outras bondades, de direcionar as energias para outros fins.

E assim que os jantares pararam de serem servidos, muitos, digo muitos sem exagero, algumas dezenas de pessoas, na verdade, abandonaram completamente a nossa reunião e se afastaram da pregação do evangelho. Alguns, ridiculamente, chegaram a questionar minha mãe sobre os motivos do fim da comida.

O exemplo acima é bobo, porém, serve plenamente como meio didático para que uma verdade emerja: somos seres utilitaristas, cheios de falsas intenções, movidos pelos anseios da alma, e não é por outro motivo que: quanto mais a religiosidade se transfigure de movimento facilitador, doador, próspero, terreno, ou seja, quanto mais vier a atender nossos desejos superficiais, mais seguidores, mais fama, mais sucesso, e nesse mais e mais, DEUS menos e menos.

Não me espanta o chamado: povo de DEUS estar doente. Sim, já que raramente buscam curas interiores, quase nunca se dedicam à palavra como caminho de arrependimento, dificilmente sequer cantam um louvor sem a ânsia de um milagre pessoal.

Essas práticas aprofundam o vazio humano, separam o homem de seu próximo, alimentam medos, aninham solidões, tornam a alma uma buraqueira, fazem DEUS se parecer com o diabo, mudam nossa fé genuína em paganismo e fazem mal; muito mal mesmo.

Jesus está presente !

Que bom !

Bacana, mas, eu estou aqui hoje, DEUS, pra receber o que preciso.

E o altíssimo pede a um anjo que lhe traga papel e caneta, pois os seus filhos, doentes si mesmos, resolveram fazer culto, e a lista infinda de pedidos começou: Carro, casa, mulher, homem, promoção , dinheiro, doença...os motivos são os mais amplos e malucos possíveis.

Uma vida de pão, que perece, que acaba, que se rouba e que vai contra tudo o que é eterno.

O caminhar com Jesus deve ser feito com verdade, sem pretensas aspirações, livre de maquinação, maniqueísmos, e liberto do desejo de usar DEUS como pó mágico.

Seguir Jesus já é fascinante por si só !

Galinhada é coisa boa, melhor ainda é se fartar de DEUS.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

A vida e o pé.

 

Levantou-se da ceia, tirou as vestes, e, tomando uma toalha, cingiu-se. Depois deitou água numa bacia, e começou a lavar os pés aos discípulos, e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido. Aproximou-se, pois, de Simão Pedro, que lhe disse: Senhor, tu lavas-me os pés a mim? Respondeu Jesus, e disse-lhe: O que eu faço não o sabes tu agora, mas tu o saberás depois. Disse-lhe Pedro: Nunca me lavarás os pés. Respondeu-lhe Jesus: Se eu te não lavar, não tens parte comigo. Disse-lhe Simão Pedro: Senhor, não só os meus pés, mas também as mãos e a cabeça. Disse-lhe Jesus: Aquele que está lavado não necessita de lavar senão os pés, pois no mais todo está limpo. Ora vós estais limpos, mas não todos. Porque bem sabia ele quem o havia de trair; por isso disse: Nem todos estais limpos. Depois que lhes lavou os pés, e tomou as suas vestes, e se assentou outra vez à mesa, disse-lhes: Entendeis o que vos tenho feito? João 13:4-12

E a pergunta de Jesus ecoa até os dias de hoje : Entendeis o que vos tenho feito?

E você, entendeu?

Lavar os pés uns dos outros é simbolo de humildade, de aceitação, é maneira de dizer, de modo cruento, que compreendemos, que apesar de sabermos que fomos limpos, que fomos lavados de corpo, de existência, ou seja, que o perdão nos alcançou por inteiro, é, no mínimo, inevitável que os pés, nossos veículos no Caminho da vida, se sujem.

E o nível da sujeira muda, tipo de sujeira muda....

A nós não cabe perguntar: os porquês, as configurações e nem nada! Lavar os pés é ato silencioso.
Deus nos deu um caminho individual, com sujeiras diferentes, que são agregadas, grudadas, mas, que não são quem somos; na mais exagerada das hipóteses: testemunham por onde andamos, contudo, de corpo estamos lavados.

A poeira dos pés da vida, as terras do coração, cheiros de chulés pecaminosos, unhas encravadas na alma, angústias, amarguras, dores...tudo isso gruda como sujeira, entretanto, temos um Cristo, equipado com bacia, água e tolha, pronto a lavar o pó. Como é penoso nos aceitarmos, tanto a nós mesmos quanto uns aos outros, como é difícil não fazer juízos, não comparar quem está mais ou menos

sujo...
Me lave, Pai !

Me perdoe de tudo quanto seja pó, poeira minha, da qual a serpente, desde o princípio se banqueteia...me limpa os pés, cansados, poeirentos, feios, cheio de calos, cheio de minhas estradas, de minha história, cultura, valores, condicionamentos...

O Senhor é quem lava-me, e só você é quem sabe de onde saiu cada grão de poeira, insígnia da poeirenta trilha por que passei.

Sim !  Sim, Pai, hoje, nesta madrugada solitária, eu compreendi um pouco do que o Senhor me fez.

Lave, por favor, a vida e o pé.




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