terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

QUERO DAR FRUTO !

COMO, ONDE, QUANDO E COMO FRUTIFICAR.

Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador. Toda a vara em mim, que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto. Vós já estais limpos, pela palavra que vos tenho falado. Estai em mim, e eu em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim. Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. Se alguém não estiver em mim, será lançado fora, como a vara, e secará; e os colhem e lançam no fogo, e ardem.(JOÃO 15:1-6)

Uma das coisas que eu mais ouvi ao longo da minha vida é :

- Quero dar frutos!

Ou qualquer coisa do gênero como: ser instrumento nas mãos de DEUS, ser ferramenta, ser útil…ou seja, qualquer coisa que implicasse produtividade, utilidade para DEUS.

E geralmente, quando eu ouço esse tipo de coisa, o interlocutor já possui alguma forma de resolução, algum remédio, plano, ou coisa do tipo. Tais soluções costumam ser geradas com um pouco de boa vontade misturada com falta de discernimento.

O mais rotineiro é o fulano querer entrar em algum grupo da igreja, ou ministério. Nada contra quem planeja realizar ou fazer algo dentro das instituições, isso é até de certo modo bom, contudo, algumas coisas devem ficar claras: 1) trabalhar pra DEUS não é o mesmo que trabalhar pra igreja; 2) o conceito de produtividade, para os humano, não se confunde com o divino; 3) o trabalhar para DEUS deve ser precedido por um trabalhar com  DEUS e em DEUS.

De modo que vejo , todos os dias, gente entrando em cada fria achando que está agradando a DEUS. É tanta gente inventando trabalhos inúteis, ministérios vazios, necessidades profanas e isso tudo sob a suposta unção divina…É tanto louvor, grupo, acampamento, teatrinho e baboseira do tipo que cansa..Enquanto isso os asilos continuam vazios, carentes e funcionando graças aos verdadeiros filhos de DEUS, os hospitais cheios de gente precisando de oração, ou mesmo de uma meia hora de conversa amiga; por aí vai…

Quem será chamado de bem aventurado e de ovelha no dia do juízo final, o frequentador de igreja cantor, ou o bicho grilo do green peace que lutou pelas baleias ?

Será o líder dos jovens da igreja ou a enfermeira budista que trabalhou como voluntária no Haiti ?

De fato muita gente se esquece que o reino de DEUS é feito de pessoas e de enxergar DEUS nas pessoas, e em assim sendo, quando sirvo pessoas, estou literalmente servindo DEUS.

É preciso que o ramo esteja ligado à videira, e a videira ao ramo, via de mão dupla, simbiose, beijo de língua entre nós e DEUS, sem separação, sem dicotomias, sem momentos, sem espaços pré-definidos. O galho de videira é galho de videira sempre, com todo mundo, em todo lugar, em toda condição, por que ele é o que é.

Não há como se departamentalizar a vida, pelo menos não segundo o evangelho, se sou de DEUS sirvo e frutifico segundo DEUS na vida, não só naquilo que se chama igreja, não só com os que chamo de irmãos, não só domingo de noite…

Enquanto escrevo esse longo post, meu coração se enche de indignação, e de certo modo de dor, pois, eu vejo que o povo de DEUS se transformou em grife, em grupo fechado, em clubinho dos idiotados em nome de CRISTO.

É hora de acordar e ser de CRISTO na vida, gerando frutos de amor, graça, perdão, reconciliação, indistintamente.

Que  o temor de DEUS nosso pai, o lavrados, nos faça redefinir nossa ligação com DEUS filho, a videira, e nos faça ser galho cheio de fruto. Que nosso coração, ligado nEle, e Ele em nós, possa dizer:

- Quero da fruto !

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

SEM MEDO DE MORRER

O ÂNIMO DE QUEM VIVE COM OS PÉS NA TERRA E O CÉUS NO CORAÇÃO.

Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho.( Filipenses 1:21)

A declaração de Paulo acerca da morte e da vida soa como suicida, contudo, apesar do apóstolo externar seu desejo de modo impactante, não estava ele se referindo à sedução pela morte, e sim estava desejoso por uma vida que vai além daquilo que o mundo chama de vida.

E diferentemente do que seja a morte para Paulo, para a esmagadora maioria é um dos maiores medos. Não foram e não são poucos os esforços para vencê-la, enganá-la, retardá-la ou mesmo ter a sensação de que de algum modo a morte foi feita de tola, condicionamos chamar isso de medicina (risos).

Estranho ver que quem mais teme a morte são justamente os que não aproveitam a vida, de modo que pessoas bem resolvidas, alegres, pacíficas e amorosas são mais hábeis na arte de morrer, aliás, a morte é um medo para quem confunde a vida com outras coisas, principalmente para quem chama de sucesso o acúmulo de coisas, títulos, honras, méritos e regalias terrenas ou mesmo que de modo mais ou menos tolo, troque os pés pelas mãos quando analisa e valora a vida.

De fato o nosso coração se apega àquilo que teme, sendo assim, quem teme a morte se faz vítima da morte 2 vezes. Pois morre a morte durante a vida, uma vez que vive sob o signo do medo de morrer e claro, quando morre.

Eu amo a vida, amo minha família, minha mulher, meu emprego, meus amigos, meus prazeres e acima de tudo isso, sem arrogância ou coisa do tipo, afirmo, com muito temor no coração que amo a Deus, mesmo que seja um amor ambíguo, controverso e cheio de surpresas pelo caminho.

E por assim tanto amar a vida, não chamo pela morte, entretanto, sei, e sei com o conhecimento do coração, que a vida é como uma longa fila, em que as pessoas possuem cada uma, uma senha, sem que no entanto possam saber o número e a ordem em que serão chamados . Uns vão antes, outros depois e dessa feita todos acabam sendo atendidos. Tolo quem pensa que pode alongar seus dias na Terra.

E sábio é quem celebra a vida enquanto há vida e dessa forma se capacita a rir da morte.

Pessoas assim são seres eternos, aprenderam que a vida, em seu lapso  terreno, é momento absurdo da existência, vislumbraram o mistério da natureza beduína da qual é feita o viver. Gente assim sabe que dentro desse invólucro de carne, sangue, ossos e tecidos existe algo real, presente, forte, determinante e profundo de essência. Sabem também, que há realidades além, muito além e mais complexas, do que aquilo que nós hoje chamamos de realidade.

E lido com os olhos corretos, a máxima de Paulo: “Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho !”, perde a aparente substância suicida, passando a ser cheia das razões, segundo o evangelho.

Enquanto escrevo esse texto uma saudade fina e gostosa enche meu peito, pois, apesar de eu não crer que a morte me espere para tão logo, creio, que quando ela vier, virá na hora certa e será muito bem vinda, ademais, eu conheço para onde vou; fecharei os olhos do meu corpo de morte, limitado, fraco, temporário e logo abro os olhos de um corpo de glória, ilimitado, sem medos, necessidades, contingências, temporalidades ...

Sou como as tamareiras do deserto, cujas raízes tocam a areia quente escaldante, mas as folhas tocam o céu, vivo com os pés na terra e com o céu no coração. Sem medo de morrer !

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

CAMINHOS DO PERIGO

 

OS CUIDADOS NECESSÁRIOS NOS CAMINHOS DA VIDA.

“Me diga com quem tu andas que eu te direi quem és”. Uma máxima que soa e ressoa na sabedoria popular, e que meu irmão Ney parafraseando ,( me diga com quem tu andas que eu te direi se eu vou) , acabou criando uma versão tão sábia quanto a frase original.

A palavra de DEUS fala algo semelhante no texto do versículo 1 do capítulo primeiro de Salmos:”Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores”

E apesar da palavra de DEUS, insistentemente, nos alertar sobre os cuidados que devemos ter com o nosso andar, assim como com o nosso caminho e as rodas nas quais nos assentamos. Infelizmente, o ser humano tem a triste e antiga prática de não levar com seriedade as advertências e conselhos divinos; vide Eva e o fruto proibido.

Não há como negar que muito do que somos, pensamos, consideramos, praticamos e vivemos é subproduto de uma série de construções mentais e comportamentais que desenvolvemos e adquirimos ao longo da vida. Tão importante quanto os livros que lemos, os filmes que assistimos e o conteúdos , em geral, que consumimos com nossa alma, são os relacionamentos que cultivamos.

É evidente que o evangelho e o amor repudiam a discriminação ou marginalização de qualquer tipo de pessoa, aliás, há a via contrária, o comando do amor, do não julgamento e da misericórdia, contudo, isso não deve e não pode ser confundido com “relacionalidade” íntima.

Se de um lado o evangelho me ensina a amar o pecador, de outro me adverte a não amar a prática do pecado, ou seja, não é pelo fato de Jesus ter acolhido gente de todo tipo que Ele tenha, de algum modo, feito sociedade com as práticas de tais pessoas. Jesus acolheu fariseus, prostitutas, possessos e por aí vai, mas mesmo assim, não há nEle prostituição, farisaísmo ou parceria com demônios.

Isso implica que nossa vida deve ser levada de modo sereno, livre, cheio de graça e liberdade, entretanto, tais bênçãos devem ser vislumbradas com carinho, cuidado, afeto, precaução, levando à termo aquilo que Paulo preferiu chamar de: “ todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma.” Colocando, de modo muito claro, como deve ser encarada nossa liberdade, e com quais cuidados devemos manusear nossa vida.

Que DEUS nos conceda a graça do: LIVRAI-NOS DO MAL todos os dias de nossas vidas, que sejamos também cuidadosos com o tipo de comportamentos, pensamentos e círculos de convívio que escolhemos para nossas vidas, visto que basta estar andando, parando pelo caminho ou simplesmente se assentando nas rodas erradas, para que processos de perversão e perdição sejam instaurados em nossos corações.

Graças a DEUS pelo evangelho, que nos salva e nos ensina: OS CUIDADOS NECESSÁRIOS NOS CAMINHOS DA VIDA.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

O CHAMADO PARA MUDAR O MUNDO.

A MISSÃO DOS ANJOS DE DEUS NA TERRA.

Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á( MATEUS 16:25)

O post de hoje é um chamado, um alerta, um convite da parte de DEUS para que nós, todos nós, possamos nos arrepender da vida egoísta, auto-referente, ilhada, ostracista que temos levado. Falo da incapacidade de projetar amor por meio de obras, ações, atitudes, coisas palpáveis na nossa vida e principalmente na vida do outro.

O chamado do evangelho é para os loucos, os kamikazes do reino de DEUS, para aqueles que amando tanto a vida, não se importam em perder a própria vida, desde que isso gere ainda mais vida.

E enquanto eu escrevo e  você lê, muitos anjos de DEUS operam por todo o mundo, curando, alimentando, perdoando, cobrindo, libertando, ensinando, confortando …anjos que não possuem asas, mas voam longe nas correntes de ar do amor, anjos sem espadas reluzentes, mas que fazem brilhar o sol da justiça em todos à sua volta, anjos que não possuem vestes talares brancas, contudo, fizeram de suas obras vestes de justiça.

Anjos humanos, que adoecem, sentem frio, fome, sede, saudades de casa…como eu e você.

A diferença dessa gente que pertence ao reino de DEUS, mesmo que do reino e nem de DEUS nunca tenham ouvido falar é a coragem. Eles não só sabem o que fazer, eles fazem !

E nessas horas agente já imagina um missionário atendendo crianças no meio de uma savana africana, ou um médico curando gente vítima de uma catástrofe natural…. ou seja, agente vê aquilo que agente não faz, exagerando nos exemplos e distanciando a dor e a necessidade do campo de nossa atuação.

Entretanto, o bem não tem endereço, faixa etária, grupo étnico, região, religião; ou qualquer que seja a forma de departamentalizá-lo. O bem, a despeito de minha imaginação, é uma necessidade global.

E começa nas pequenas coisas como: educação, atenção, paciência, perdão…e segue pelas banalidades de oferecer copos de água, dar esmolas, se envolver em algum projeto altruísta. O bem vai evoluindo, expandindo, como é natural nas coisas vivas, e se torna mais caudaloso, viral, se espalhando para além de nossa compreensão e percepção.

Mas o bem tem uma e somente uma restrição: não se relaciona com a covardia.

Dai o porquê da carência de amor e bondade no mundo. Num planeta de covardes a coisa tende a ficar escassa mesmo.

Não seja assim, antes, adote um coração corajoso, kamikaze, e faça de você mesmo uma arma nas mãos da benignidade e da paz . Seja um guerreiro da graça e do amor, faça o bem que está ao seu alcance, aliás, esse é o único bem que DEUS te pede, visto que DEUS não nos pede o impossível.

Olhe em seu armário, quanta roupa boa que não usa mais…vou te dar uma notícia, sabia que tem gente precisando dessa exata, sim , isso mesmo, essa roupa, sem valor, esquecida pode se transmutar em tesouro nas mãos de quem a necessite.

Sabia que você pode pegar uma caixa grande de papelão e reunir donativos de alimentos e produtos de higiene pessoal e posteriormente doá-los a uma instituição ou pessoa necessitada ?

Sabia que você  pode tomar banhos mais curtos e economizar água ?

Sabia que pode se voluntariar para trabalhar em alguma obra de cunho social ?

Se você não sabia, agora sabe. Se sabia por que não fez ?

Essa é a missão de todos nós, os anjos de DEUS na Terra.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

PAI NOSSO

DE QUEM DEUS É PAI ?

A oração do PAI NOSSO carrega em sí significados muito profundos, contudo, a despeito de possuir uma riqueza indizível, acabou por tornar-se em vã repetição. Infelizmente, a maioria de nós não discerne no coração o teor das declarações que compõem  o Pai Nosso, de modo que tal oração, que é oração pra vida e pra todo momento, encontra em nós uma interpretação rala e superficial.

Antes de mais nada a oração que Cristo ensinou começa com um sonoro: PAI NOSSO, implicando que Deus não é propriedade minha, nem de meu grupo nem de religião nenhuma, pois, o pai é nosso, é de todos, é geral, logo, não se prende aos limites geográficos, temporais, culturais, religiosos nem de nada e nem de ninguém.

O pai é pai de meus amigos e de meus inimigo, portanto, não posso orar ao pai para que ele faça mal aos outros filhos, não posso desejar a falência de seus outros filhos, não posso desejar o que é dos seus filhos, visto que não há quem seja mais ou menos filho, então , cabe a mim filho me enxergar em minha igualdade para com os outros filhos. Em síntese: devo orar para os outros somente aquilo que oraria pra mim;"E tudo aquilo que quiserdes que os Homens vos façam, façais vos a Eles - Lucas 6.31" .

A vida deve ser vivida de modo a se consubstanciar em verdadeira existência familiar, e isso pode soar como poesia ou música dos Beatles, mas, apesar de ser bela, guarda desdobramentos tão densos e espinhosos em nossa vida. Devemos viver , respeitando os outros filhos de DEUS, mesmo que tais filhos não se pareçam com DEUS, não importa, pois, ainda assim são filhos.

É fácil amar e se irmanar aos filhos gentis, amorosos, simpáticos…difícil é se irmanar com o chefe que mais parece ser filho do diabo do que DEUS, difícil é se fazer família com quem te eu calote ou te gerou prejuízo…

Mesmo assim a oração da vida entoa clara e firmemente: PAI NOSSO !

Como se DEUS mesmo estivesse apitando, cutucando, nos lembrando a cada momento de que nossa vida é feita de outras vidas, que não há separação de pessoas, que não existem méritos ou filiações especiais, o pai é de todos, é meu é seu é nosso.

O pai não é da igreja, uma vez que não é o pai da igreja nossa, e sim , simplesmente: pai nosso, nada mais, aliás, quem acrescenta ou retira dessa afirmação, do pai nosso, qualquer coisa, está lançando sobre sí maldições indizíveis, pois comete pecado horrendo, desfiliando ou filiando DEUS com critérios e categorias que com DEUS não se comunicam.

Ainda bem que Jesus nos ensinou a oração do PAI NOSSO; ainda bem mesmo.

O pai nosso não é só meu, não só seu, não é só de nada, e ao mesmo tempo é, e só é, de quem DEUS é pai.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

MUSICA

TODO SER QUE RESPIRA LOUVE AO SENHOR.

Eu amo musica, de verdade, é uma das grandes paixões da minha vida.

E eu me relaciono de modo muito peculiar com a música, especialmente no quesito louvor. Durante um longo período da minha vida eu separava o profano e o santo quando o assunto era música, e infelizmente, muitas foram as vezes em que abandonei e reprimi meus gostos musicais em nome da minha fé.

Era um ciclo interminável que se iniciava pelo meu desejo por ouvir rock, seguido da culpa, por acreditar que aquilo era música do demo; Eu resistia bravamente por semanas, meses, e sublimava meu desejo por musica com musica religiosa; como quem está de dieta e quer comer algo bem gostoso, mas, sabe, plenamente, que a gostosura custará caro na balança.

Mas, de repente e não não mais que de repente eu sucumbia ao desejo de ouvir rock, ouvia, me sentia mal, culpado, longe de DEUS e o ciclo pernicioso seguia evoluindo dentro de mim.

Até que eu encontrei o evangelho !

O evangelho foi, é e sempre será a maior paixão da minha vida, pois o evangelho além de reconciliar com DEUS me reconciliou comigo mesmo, de modo que eu pude fazer as pazes comigo mesmo e adivinha só ? Eu acabei ficando amigo de mim mesmo e de DEUS.

O evangelho me libertou das listas do pode e do não pode, me fez andar tranquilo por todo terreno, não importando se fosse ele profano ou santo. Descobri que minha santidade é imutável, intangível e que vem de dentro, e que não vem de mim mesmo e sim de DEUS. Descansei nessa verdade, agarrei-a com toda força e ternura que só um coração grato possui.

O evangelho foi crescendo dentro de mim, alargando meu coração, amolecendo o terreno duro que era mina consciência, frutificando amor, graça, perdão e tanta coisa boa; a bem da verdade eu nem mesmo sei explicar como, mas só sei que quando percebi já estava ali: um belo jardim plantado no meu coração, cheio de vida e de verdade.

E dentro dessa sinfonia de graça e transformação…a musica achou seu espaço.

Eu comecei a louvar a DEUS, de coração, em verdade, em espírito e com o coração cheio de amor, e de modo muito curioso, as músicas que eu entoava para o meu grande e eterno amor não eram músicas “santas” , religiosas ou de qualquer modo ligadas ao “culto” como o conhecemos.

Eu canta Beatles pra DEUS, com todo meu ser, tocando o céu, sendo acompanhando pelos acordes de milhões de anjos que junto de mim , na sala do trono, em espírito, também louvavam o grande criador.

E as lagrimas se tornaram mais fartas nos meus olhos, e a paz mais comum no meu coração, e a paciência mais costumeira nas minhas ações…

E eu e DEUS passamos bons momentos ouvindo música juntos, conversando e inclusive escrevendo nesse Blog, risos.

Meu amado leitor, que DEUS encha sua vida de música e de louvor, que seu coração recebe, em nome de Jesus, a unção poderosa que liberta os ouvidos da religião e amplia a visão e amolece o coração..Que Deus, soberanamente, se derrame sobre sua vida e lhe conceda a graça de viver a vida musicalmente, fazendo de cada som um louvor a Deus.

Musica  é uma das vias mais profundas e misteriosas a qual Deus concedeu aos homens. Se não fosse pela música, uma grande parte da beleza da vida seria nos roubada, visto que a música sempre foi nossa, mesmo antes de existir matéria já existia vibração, logo, somos música em todo seu sentido, som ,luz e sabor.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

MILAGRES MIL.

O ESPÉTACULO SILENCIOSO DAS MÃOS DE DEUS.

Tu, que fazes sair as fontes nos vales, as quais correm entre os montes.Dão de beber a todo o animal do campo; os jumentos monteses matam a sua sede.Junto delas as aves do céu terão a sua habitação, cantando entre os ramos.Ele rega os montes desde as suas câmaras; a terra farta-se do fruto das suas obras.Faz crescer a erva para o gado, e a verdura para o serviço do homem, para fazer sair da terra o pão, E o vinho que alegra o coração do homem, e o azeite que faz reluzir o seu rosto, e o pão que fortalece o coração do homem. As árvores do SENHOR fartam-se de seiva, os cedros do Líbano que ele plantou, Onde as aves se aninham; quanto à cegonha, a sua casa é nas faias.Os altos montes são para as cabras monteses, e os rochedos são refúgio para os coelhos. Designou a lua para as estações; o sol conhece o seu ocaso. Ordenas a escuridão, e faz-se noite, na qual saem todos os animais da selva. Os leõezinhos bramam pela presa, e de Deus buscam o seu sustento. Nasce o sol e logo se acolhem, e se deitam nos seus covis. Então sai o homem à sua obra e ao seu trabalho, até à tarde. O SENHOR, quão variadas são as tuas obras! Todas as coisas fizeste com sabedoria; cheia está a terra das tuas riquezas. SALMO 104: 10-24.

O texto acima é de uma beleza imensa, o salmista conseguiu de DEUS  sensibilidade que o capacitou a compor um salmo que além de belo é cheio de significado. O salmista viu o que muitos de nós não conseguimos mais ver, discerniu aquilo que nosso entendimento se engessou para compreender. Falo da habilidade de identificar milagres.

Identificar um milagre pode parecer coisa simples, mas não é ! Na verdade, quanto mais o coração é frio, distante e ausente de DEUS mais  dificuldades o indivíduo terá para vislumbrar um milagre vindo de DEUS. Não foi por acaso que os fariseus pediram a Jesus um sinal, pois, apesar de estarem inundados de milagres e feitos extraordinários, eles desejavam uma prova dos sete, um sinal que pudesse converter os seus corações incrédulos.

Não é por acaso também que Jesus em suas parábolas e pregações constantemente cita o tema da criação, prega usando o exemplo de pássaros, plantas, eventos naturais fazendo da natureza uma verdadeira sinfonia miraculosa e didática.

E é possível citar uma infinidade de exemplos de milagres vindos da parte de Deus, sem que para isto seja necessário usar de curas, manifestações espirituais ou coisas do tipo.

O diferencial entre o Cristo que em tudo apontava milagres e dos fariseus que pediam sinais é o olhar.

Sim, o olhar viciado dos fariseus de um lado e o olhar liberto de Cristo de outro. O fariseu via os mesmos animais, as mesmas plantas, o mesmo céu que Jesus via, até pelo fato da fenomenologia animal, vegetal, cenográfica e climática ser a mesma, entretanto, só os olhos de Jesus eram capazes de ouvir a voz de Deus nos trovões, de entender que quem cuidava dos pássaros era Deus, de contemplar em cada espiga de trigo um troféu de graça e amor da parte de Deus.

E assim como o olhar dos fariseus estava contaminado, também o nosso está. Infelizmente somos os que vivem a pedir um sinal do céu, ignorando a abundante e absurdamente rica manifestação miraculosa de Deus ao nosso derredor.

Como a cegueira da ingratidão tomou conta dos nossos olhos !

Todos os dias o sol nasce, de modo novo, dando um espetáculo que nunca antes fora visto e que nunca mais será, visto que o sol é um artista com profundo comprometimento de inovar seus espetáculos, além disso há o milagre das sementes que germinam no calar da noite, soltam brotos, como num berçário universal, bilhões de novas plantinhas nascem, sem choro que nos seja audível, sem rojões que lhes recebam com boas vindas à nova vida na terra que as germinou.

Todos os dias os rios correm para o mar sem que ninguém tenha que lhes ensinar o caminho, aliás, o problema de muitas enchentes é justamente o problema de rios que foram roubados de seu caminho natural.

O tempo dos milagres, no entanto, está atingindo seu fim. Cada dia mais a natureza responde às agressões que o homem causa despreocupadamente, cada dia mais os rios se revoltam, os ventos sopram mais fortes, doenças novas surgem, mares produzem mais tsunamis e o solo mais terremotos, deslizamentos e todo tipo de catástrofe.E a tendência é piorar.

Há quem diga que isso tudo seja ira de Deus. Eu prefiro acreditar que na verdade é pura relação de causa e consequência, que na verdade estamos colhendo aquilo que nossa sociedade doente planta há pelo menos 3 séculos.

São nossos carros, nosso consumo exagerado, nossas cidades, estradas, usinas, garimpos…

E é por isso que não vejo a ira divina; muito pelo contrário. O cenário se monta com um Deus que ,cheio de graça ,continua a fazer milagres e com uma geração que devora, impiedosamente, toda a saúde de um planeta inteiro.

Estamos violentado a nossa própria casa, esquecendo que também somos animais, que comemos da terra e não da Microsoft, que respiramos ar e não perfume, que bebemos água e não coca cola, que as árvores servem para muito mais do que papel, que os rios são moradores muito mais antigos do que nós nessa terra, logo, têm direito a plena propriedade de seus cursos naturais e por aí vai.

Fica martelando na minha cabeça o grito irreverente de Macunaíma:

- Muita saúva e pouca saúde nos vales do Brasil há !

Pobre Macunaíma, mal sabia, que em breve nem mesmo saúvas nos restariam.

Nós que não damos valor aos mil milagres que a cada momento a misericórdia de  Deus insiste em nos dar.