sexta-feira, 5 de março de 2021

 

Para começo de conversa: o pisei no blog se destina aos assuntos ligados aos desafios da vida de quem anda com Deus. Caminhar na luz é cada dia mais desafiador, em especial nos tempos de densas trevas atuais.

O objetivo é fazer uma atualização das postagens antigas; os saudosistas não se preocupem, as originais seguirão com seu conteúdo original, aliás, com link quando for o caso de repost.

 

 O pisei no blog foi e é um instrumento de Deus na minha vida, iniciado em 2009, e com postagem até 2013 é possível, pera leitura das postagens, verificar como mudei e o quanto a vida assume novas perspectivas conforme se desenvolve.

Em 2009 eu era recém formado, solteiro, sem filhos e as verdades em que eu cria até aquele momento foram buriladas, algumas alteradas, outras deletadas e diversas foram as aquisições de novas óticas. Impossível que eu rescrevesse e mantivesse a exata e estanque via de reconhecer os fatos como o fazia.

 Dizia eu, nos idos de 2009, que o pisei no blog: “deve ser exatamente como o dia em que você pisou num monte de merda, ficou sem graça, tentou limpar, sacudiu e fez de tudo pra se ver livre do excremento, que ora incomodava, tentando se sentir menos sujo, lutando contra sí mesmo.”

Provavelmente eu não me expressaria mais assim, a despeito de o objetivo dos textos seja causar a autorreflexão, não há mais o porquê de tentar chocar os leitores com uma forma de escrita mais agressiva, não sei mais se quero estar certo ou mesmo convencer alguém, quero comunicar e na medida do possível ajudar, pelo caminho, a todos quanto puder.

 

O amor é o mesmo, a paixão mais serena na escrita, o que não muda é a verdade do evangelho!

Nada mudou no sentido de que Deus amou o mundo, e que esse amor se fez carne em Yeshua (Jesus), que por seu turno se entregou, gratuita, consciente e visceralmente por toda a humanidade. Como consequência, todos que também aceitam esse amor são salvos, não só da condenação, muito além, são salvos de muitos erros, de diversas dores, e de acreditarem nas mentiras coletivas e individuais.

 

Fica meu convite: aceite esse amor, se entregue e viva.



Referente ao post: http://piseinoblog.blogspot.com/2009/06/primeira-conversa.html

terça-feira, 12 de março de 2013

NÃO PERCA O MESSIAS DE VISTA

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Aquele que é a Palavra estava no mundo, e o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o reconheceu. Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam. Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus, João 1:10-12

Quantas vezes na sua vida você já não se questionou sobre escolhas, ou melhor, perguntou a si mesmo sobre o porquê de não ter feito certas escolhas ?

Como é impressionante o quanto deixamos escarpar pelos dedos. De tudo.

Ter estudade mais, amado mais, perdoado mais, rir mais, abraçar mais, ter orado mais…

Eu mesmo, se pudesse, claro, gostaria muito de voltar no tempo, de ter a cabeça que tenho hoje quando tinha meus 17 anos de idade. Quanta coisa eu poderia fazer diferente, quando mais sabiamente eu poderia usar meu tempo…meus dons, minha família, o evangelho…

Contudo , há um perigo maior do que o de se perder boas chances.

Falo de quando o messias vem, quando o Cristo mostra-nos a face,  o momento da revelação de Deus na nossas vidas, feita de modo único, inquestionável e sóbrio.

Não falo do dia em que você estava na igreja e que algúém pediu que você levantasse as mãos, fosse ao altar ou coisa do tipo, falo sim das solidões plenas de discussões internas, dos silêncios pra fora que são verdadeiros parlamentos pra dentro, de quando somos impelidos a encararmos a nós e Deus e uma conversa franca. Um basta eterno, um paredão entre o altíssimo e nós.

Quando o messias, (em hebraico: משיח, transl. Māšîªħ, Mashíach, Mashíyach, "O Consagrado"), é revelado e nós perdemos o trunfo da ignorância, somos apresentados à verdade massacrante de nossa condição de miseribilidade, e, ao mesmo, tempo notificados de que tudo já foi resolvido, que ele não veio para nos sentenciar, mas, tão somente para nos contar: que havia um sentença, que nós perdemos o processo, que estávamos desde sempre condenados…mas, que ele mesmo, que nos conta a notícia da condenação, é um ótimo defensor, e por um acaso, só por um acaso… é filho unigênito do reto juiz que haveria de julgar a causa. Perdoados, livres, libertos, vaciandos contra o SPC/ Serasa da morte eterna.

E a despeito disso tudo, do perdão, do encontro, da revelação,… não aceitamos a verdade que se fez carne, negamos ao messias sua messianidade, cuspimos no teto da capela sistina, incendiamos matas virgens, manchamos um pôr do sol…

A vida desvance, o tempo para , tudo vira especulação, e a espera adquire o poder do: para sempre.

O que estou tentando dizer, e julgo-me já sem sucesso, é que: sempre que DEUS revela-se a nós e não correspondemos, não cremos, não aconchegamos na alma seu ensino, sua revelação…o tempo pára para nós.

É exatamente como  o ocorrido em Israel, que recebeu a manifestação física, espaço-tempora, de Jesus, no entanto, não o recebeu de fato, não o significou como deveriam, e até hoje vivem de esperar um messias.

Isolamento, atraso, total perda do sentido da vida, é o destino que se desenha no horizonte dos que negam a messianidade daquilo que de fato veio de Deus.

Seja uma repreensão, um conselho, um destino…

Pense profundamente e veja se na sua vida, você já não recebeu a visita do enviado de Deus.

E não perca o messias de vista.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

O PÃO ETERNO

 

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22 No dia seguinte, a multidão que tinha ficado no outro lado do mar percebeu que apenas um barco estivera ali, e que Jesus não havia entrado nele com os seus discípulos, mas que eles tinham partido sozinhos. 23 Então alguns barcos de Tiberíades aproximaram-se do lugar onde o povo tinha comido o pão após o Senhor ter dado graças.24 Quando a multidão percebeu que nem Jesus nem os discípulos estavam ali, entrou nos barcos e foi para Cafarnaum em busca de Jesus. 25 Quando o encontraram do outro lado do mar, perguntaram-lhe: "Mestre, quando chegaste aqui?" 26 Jesus respondeu: "A verdade é que vocês estão me procurando, não porque viram os sinais milagrosos, mas porque comeram os pães e ficaram satisfeitos. 27 Não trabalhem pela comida que se estraga, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem dará a vocês. Deus, o Pai, nele colocou o seu selo de aprovação".

Se Jesus nos dirigisse a pergunta: Por quais motivos vocês me procuram ?

Quais respostas surgiriam ?

Dentro das barreiras de nossa falsa santidade, e em especial, munidos de nossa justiça própria, a maioria de nós responderia algo que exteriorizasse nosso compromisso com a fé. E de um certo modo, pelo menos de maneira superficial, estaríamos dizendo a verdade, contudo, quais os motivos mais profundos ? Quais as raízes de nossas intenções ?

Tristemente, seríamos guiados pela conclusão de que: nossos corações desejavam o poder, a mágica, a facilidade, o abra kadabra divino em nosso favor, buscando um DEUS que é amor, perdão, misericórdia..bla, bla, bla Jesus, cadê minha benção ?

Minha família tem experiência própria nessa área, pois durante um bom tempo nós pregávamos o evangelho e oferecíamos um jantar, singelo, muita galinhada, muita costela com mandioca..( risos) e nós assim fazíamos, pois, naquele momento, era o correto a ser feito, mas, o Senhor nos sinalizou que o tempo das “jantinhas” havia passado, que agora era época de um novo modo de se fazer as coisas, de dar mais tempo ao culto, de realizar outras bondades, de direcionar as energias para outros fins.

E assim que os jantares pararam de serem servidos, muitos, digo muitos sem exagero, algumas dezenas de pessoas, na verdade, abandonaram completamente a nossa reunião e se afastaram da pregação do evangelho. Alguns, ridiculamente, chegaram a questionar minha mãe sobre os motivos do fim da comida.

O exemplo acima é bobo, porém, serve plenamente como meio didático para que uma verdade emerja: somos seres utilitaristas, cheios de falsas intenções, movidos pelos anseios da alma, e não é por outro motivo que: quanto mais a religiosidade se transfigure de movimento facilitador, doador, próspero, terreno, ou seja, quanto mais vier a atender nossos desejos superficiais, mais seguidores, mais fama, mais sucesso, e nesse mais e mais, DEUS menos e menos.

Não me espanta o chamado: povo de DEUS estar doente. Sim, já que raramente buscam curas interiores, quase nunca se dedicam à palavra como caminho de arrependimento, dificilmente sequer cantam um louvor sem a ânsia de um milagre pessoal.

Essas práticas aprofundam o vazio humano, separam o homem de seu próximo, alimentam medos, aninham solidões, tornam a alma uma buraqueira, fazem DEUS se parecer com o diabo, mudam nossa fé genuína em paganismo e fazem mal; muito mal mesmo.

Jesus está presente !

Que bom !

Bacana, mas, eu estou aqui hoje, DEUS, pra receber o que preciso.

E o altíssimo pede a um anjo que lhe traga papel e caneta, pois os seus filhos, doentes si mesmos, resolveram fazer culto, e a lista infinda de pedidos começou: Carro, casa, mulher, homem, promoção , dinheiro, doença...os motivos são os mais amplos e malucos possíveis.

Uma vida de pão, que perece, que acaba, que se rouba e que vai contra tudo o que é eterno.

O caminhar com Jesus deve ser feito com verdade, sem pretensas aspirações, livre de maquinação, maniqueísmos, e liberto do desejo de usar DEUS como pó mágico.

Seguir Jesus já é fascinante por si só !

Galinhada é coisa boa, melhor ainda é se fartar de DEUS.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

A vida e o pé.

 

Levantou-se da ceia, tirou as vestes, e, tomando uma toalha, cingiu-se. Depois deitou água numa bacia, e começou a lavar os pés aos discípulos, e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido. Aproximou-se, pois, de Simão Pedro, que lhe disse: Senhor, tu lavas-me os pés a mim? Respondeu Jesus, e disse-lhe: O que eu faço não o sabes tu agora, mas tu o saberás depois. Disse-lhe Pedro: Nunca me lavarás os pés. Respondeu-lhe Jesus: Se eu te não lavar, não tens parte comigo. Disse-lhe Simão Pedro: Senhor, não só os meus pés, mas também as mãos e a cabeça. Disse-lhe Jesus: Aquele que está lavado não necessita de lavar senão os pés, pois no mais todo está limpo. Ora vós estais limpos, mas não todos. Porque bem sabia ele quem o havia de trair; por isso disse: Nem todos estais limpos. Depois que lhes lavou os pés, e tomou as suas vestes, e se assentou outra vez à mesa, disse-lhes: Entendeis o que vos tenho feito? João 13:4-12

E a pergunta de Jesus ecoa até os dias de hoje : Entendeis o que vos tenho feito?

E você, entendeu?

Lavar os pés uns dos outros é simbolo de humildade, de aceitação, é maneira de dizer, de modo cruento, que compreendemos, que apesar de sabermos que fomos limpos, que fomos lavados de corpo, de existência, ou seja, que o perdão nos alcançou por inteiro, é, no mínimo, inevitável que os pés, nossos veículos no Caminho da vida, se sujem.

E o nível da sujeira muda, tipo de sujeira muda....

A nós não cabe perguntar: os porquês, as configurações e nem nada! Lavar os pés é ato silencioso.
Deus nos deu um caminho individual, com sujeiras diferentes, que são agregadas, grudadas, mas, que não são quem somos; na mais exagerada das hipóteses: testemunham por onde andamos, contudo, de corpo estamos lavados.

A poeira dos pés da vida, as terras do coração, cheiros de chulés pecaminosos, unhas encravadas na alma, angústias, amarguras, dores...tudo isso gruda como sujeira, entretanto, temos um Cristo, equipado com bacia, água e tolha, pronto a lavar o pó. Como é penoso nos aceitarmos, tanto a nós mesmos quanto uns aos outros, como é difícil não fazer juízos, não comparar quem está mais ou menos

sujo...
Me lave, Pai !

Me perdoe de tudo quanto seja pó, poeira minha, da qual a serpente, desde o princípio se banqueteia...me limpa os pés, cansados, poeirentos, feios, cheio de calos, cheio de minhas estradas, de minha história, cultura, valores, condicionamentos...

O Senhor é quem lava-me, e só você é quem sabe de onde saiu cada grão de poeira, insígnia da poeirenta trilha por que passei.

Sim !  Sim, Pai, hoje, nesta madrugada solitária, eu compreendi um pouco do que o Senhor me fez.

Lave, por favor, a vida e o pé.




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terça-feira, 18 de dezembro de 2012

O PECADO, O PECADOR E O PERDÃO



Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. 
Isaías 53:5

Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo.
E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo. 1 João 2:1-2

O PECADO, O PECADOR E O PERDÃO

Pecador por natureza e não por opção, sou essência de erro, destilado de tropeço, supra sumo sempre claudicante. O eu pecador não foi feito pelos meus pecados, meus pecados sim foram simples e direto resultado do meu ser pecador.

A religião me diz que sou pecador pelo ato de pecar, o redentor, de outra sorte, me assegura que o erro não está fora de mim, no que faço, antes está dentro, intrínseco, amalgamado de modo inseparável !

A religião me ensinou a usar coleiras, ataduras, mordaças e a todo custo gerar em mim a neurose da santidade, a doença do não fazer, a loucura de negar a mim mesmo, de modo obstinado, quem realmente sou. Doença, alma retalhada, consciência esquizofrênica, coração dividido,foi o que restou.

O redentor veio e me disse o oposto: Sei quem você é, sei do que você é feito, conheço seus males, pulsões, medos, anseios, traumas, conheço suas virtudes, portanto, acalma o teu coração, pois, para mim, você está nu, totalmente devassado, claro, flagrante, decodificado, esquadrinhado...Eu sei da sua condição !

O redentor me trouxe a paz, abraçou-me leproso, beijou-me sujo, me carregou, todo purulento, nos seus braços de eterno amor..E eu aceitei, me aninhei, amei-o de volta, não como obrigação, mas como reflexo natural de vida, como gratidão indizível, como não sentir frio em uma cachoeira da Chapada dos Guimarães ou não sentir calor em Cuiabá ?! Foi simples assim.

E sem eu perceber, de repente e não mais que de repente, meu cotidiano de pecados foi reduzindo, reduzindo, sem esforços, sem dietas comportamentais, sem agressões à alma.... a paz que excede todo entendimento foi me salvando, me mudando, transmutando minha substância...

E daí que eu quero dizer aos meus leitores: desistam da santidade forçada, acabem com todo movimento artificial de abstenção ou de forçosa comportamentalidade eclesiástica. Chega !

A nossa doença vem de dentro e não de fora, não dá pra curar câncer com band-aid, simples assim.
Aceite a graça, diga sim ao perdão, abrace o eterno, ame-o e só assim, literalmente só assim, você dará início ao processo de cura, as quimioterapias de beijos de DEUS, aos medicamentos da paz, às terapias gênicas do amor...

Se não for assim, se você insistir em dar murros de santidade em facas existenciais, não haverá outro destino para você a não ser o da loucura, da dureza de coração, do afastamento de DEUS e das pessoas que te ama, seus inimigos se multiplicarão com gafanhotos, seus medos crescerão, seus pesadelos serão rotina, tudo será morte, trevas e solidão...e para essas coisas DEUS criou um cofre, um local isolado, e esse lugar é o inferno. Ou seja, quem na vida se distância de DEUS como verdade de amor e de cura, mesmo que tenham em suas bocas termos bíblicos, ditados religiosos, informações do evangelho, atos , trabalhos, ministérios.. não importa, os tais tem destino certo.

E de fato, gente assim não vai ao inferno, já vive nele, ajudou a construir as paredes do ódio, da bestialidade, do desamor, fez tetos de arrogância, plantou jardins de desafeto e colheu seus frutos.

O inferno é feito por seus próprios habitantes.

Aceite o céu.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Converta se ao evangelho arrependa se do fenômeno.

O evangelho é, antes de tudo, salvação !
Não só a salvação pitoresca e caótica dos evangélicos, mas salvação plena, certeza inabalável, âncora de glória nas regiões celestiais, ou seja, é terreno firme para se construir a vida.
O problema é que crer no evangelho é muito mais profundo do que se julga, mais radical do que as análises preliminares podem perceber, e claro: implica em assumir convicções que chocam com a religiosidade.
O evangelho separa os meninos da religião dos homens da fé!
Os meninos correm seguindo todo vento de doutrina, os homens põem à prova até os anjos de luz, quanto mais profetas, pastores, oradores, oráculos etc.
Os meninos trazem fragilidade à palavra em razão de fenômenos, os homens ignoram o Fenômeno se este for contra a palavra.
Os meninos se confortam com leite, os homens não aceitam nada menos que alimento sólido.
E a gente percebe isso na vida, de tanto ver os que se matam por placas, se sacrificam por ideologias, perdem a razão e a têmpera na defesa de suas verdades...
A verdade não precisa de defensores, a verdade defende os que nela crêem! De modo que os que alcançaram a graça do evangelho de Cristo, libertos estão do medo e das trincheiras da argumentação, visto que viram uma luz que está acima de qualquer outra luz.
Que Deus nos conceda a sabedoria de dia a dia a habilidade de analisar os fenômenos á luz de sua palavra, e que nós possamos nos converter ao evangelho e não aos fenômenos.



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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Ele é maior!

Vivo me surpreendendo com Deus ...
Todo dia vejo que ele é maior, percebo o quanto nEle tudo realmente coopera.
Como nossos projetos são meros rabiscos, e como os dEle sã complexos ao mesmo tempo que absurdamente simples.
Como a vida segue rumos inusitados, trilhas, picadas, estradas..mas o caminho, a rota, o rumo da nossa vida é Ele, está nEle, depende dEle...
Como Ele é maior do que queremos e do tamanho do que precisamos, como nEle tudo já está completo, tudo está pleno, nada mais precisa ser esticado, retocado, complementado, reformado...nele cada grão é um big Bang em si mesmo, a origem de multiversos, a densidade do vazio a escolha do silêncio, a sensatez da loucura, o escândalo da santidade...tudo reconciliado nEle.
E eu aqui pensando, voando, planejando, prevendo...
Quando o que me resta é saltar no abismo da vontade dEle, caindo para cima, me esborrachando na verdade, morrendo no que mata, ressuscitando para a verdadeira vida.
Eu aqui olhando os carros de luxo, convicto de que se os tivesse me apequenaria, pois eu seria um marca,mas Cristo não seria marca em mim, eu seria marca, entretanto eu quero é ser carta, deixando o papel do meu coração dilatado, macio e pronto para Ele escrever em mim.
Nele tudo é maior, e a gente entende que Deus concede a existência,mas a vida cabe a nós viver, que Ele dá o sopro inicial, mas aí de mim se não prosseguir respirando...que Ele dá a chuva, mas eu tenho que semear...
nEle a graça irresponsável, em mim a responsabilidade como gratidão pela graça.
NEle o perdão eterno, em mim a vontade de não mais pecar, e e pecar sei: há perdão!
Mas não quero pecar, com não quero esmurrar facas, nem ferir a quem amo, muito menos tropeçar, e sei que isso é dom dEle, visto que sou talentoso em esmurrar, ferir e tropeçar...
Eu eterno discípulo, Ele eterno mestre...
Dure o quanto durar, tudo valeu a pena pois a caminhada não foi pequena!
Ele é maior.

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